Mundialmente conhecida pela exuberância de suas florestas e pela extensão e o volume de água de seus rios, a Amazônia reúne também aspectos menos conhecidos, porém não menos interessantes, que dizem respeito à história de suas cidades. A maior parte do espaço dedicado à Amazônia nos meios de comunicação faz referência justamente às ações e intervenções humanas em seu território e aos impactos ambientais originários dessa ocupação.
A estrutura urbana da Amazônia é bastante peculiar e distinta das histórias de ocupação do território nas demais regiões do Brasil. É resultado de condicionantes de ordem física, impostos pelo relevo e clima e pela busca de riquezas naturais.
Estes condicionantes determinaram um fenômeno de urbanização regional bastante característico: os núcleos urbanos se desenvolveram segundo a forma ditada quase que exclusivamente pelo meio ambiente e, até a década de 1970, estiveram em interação ecológica no que diz respeito ao desenvolvimento urbano.
| Fique por dentro |
Na maioria das grandes cidades encontramos pequenas representações do ambiente florestal, normalmente na forma de parques. São pequenas “florestas” cercadas de cidades. Na Amazônia, as cidades são cercadas de floresta. Este dado gera uma relação diferenciada do homem urbano com o seu meio ambiente. No Acre, um movimento defende a utilização do termo “florestania” no lugar de “cidadania” |