Ecologia é o estudo das relações entre os organismos e seus ambientes. Na Amazônia, as relações biológicas são fundamentais para o funcionamento da floresta. Algumas destas relações dizem respeito a processos para a manutenção do sistema como um todo, sendo atributos do conjunto e não das espécies em particular. A isso denominamos ‘propriedades emergentes’.
Devido à predominância dos solos pobres, grande parte dos nutrientes é captado após a decomposição das folhas e galhos caídos, realizada por numerosos organismos – o que mostra a interdependência da maior das árvores ao menor dos organismos.
Para aumentar a captação de nutrientes, as raízes das árvores não são profundas – ao contrário, elas se ramificam próximo à superfície, formando um tapete de raízes para absorver ao máximo os nutrientes que caem das copas das árvores ou que são trazidos pela chuva e pelos ventos. Essa ciclagem é rápida, eficiente e energeticamente econômica, pois o reaproveitamento dos nutrientes é alto.
As chuvas da região também não dependem apenas de fenômenos físicos, sendo muito influenciadas por fatores biológicos, como a evapotranspiração. É fundamental compreender o sistema de evapotranspiração que ocorre na região.